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Cooperativismo brasileiro busca boas práticas na Europa

Um grupo composto por superintendentes do Sistema OCB de todo o país aterrissou hoje na Europa, onde participará de mais um módulo do Programa Nacional de Desenvolvimento de Líderes e Executivos do movimento cooperativista brasileiro. O superintendente da unidade nacional do Sistema OCB, Renato Nobile, e a gerente geral do Sescoop, Karla Oliveira, também integram à missão brasileira.

“O objetivo é aprofundar o conhecimento a respeito do cooperativismo de países como a Itália e a Alemanha, foco da missão brasileira em solo europeu. De posse de informações estratégicas ligadas à legislação, à gestão e à operação de cooperativas, os executivos terão a chance de colocá-las em prática, assegurando o desenvolvimento do cooperativismo no Brasil e contribuindo com o dia a dia de cooperados, familiares e empregados”, comenta Renato Nobile.

Na Alemanha as instituições cooperativas são “full banks”, o que significa que têm todos os direitos e obrigações como qualquer outro banco (operações permitidas, supervisão etc).

O setor financeiro cooperativo na Alemanha é um dos mais poderosos e sólidos do mundo, graças a uma minuciosa auditoria, controles internos e a plena supervisão por parte da Superintendência Federal de Serviços Financeiros. Além da DGRV (Confederação Nacional das Cooperativas de Crédito) existem na Alemanha três federações especializadas segundo a atividade de seus membros na representação dos mesmos.

Entre elas, a BVR (Associação Federal de Bancos Populares e Bancos Raiffeisen), com sede em Berlim, à qual está ligado o DZ Bank – 6º maior banco alemão com 14% do mercado financeiro do país.

Os bancos cooperativos alemães contam com mais de 16,2 milhões de sócios e 30 milhões de clientes na Alemanha – a cifra mais elevada da Europa, visto que o país possui uma população de 82 milhões de pessoas. A Alemanha tem 1.951 bancos, sendo 1.196 cooperativos (base 2009).

ITÁLIA – Com uma população de 58 milhões de habitantes, a Itália é uma das maiores economias da Europa, atrás apenas da Inglaterra, França e Alemanha. O país exerce uma histórica influência cultural em todo mundo, tendo se consolidado como referência por sua indústria automobilística, culinária, moda e artes. A Itália é o quinto país que recebe mais turistas no mundo e Roma é a terceira cidade mais visitada da União Europeia.

Possui um dos movimentos cooperativistas mais avançados do mundo. As estimativas apontam a existência de 70 mil cooperativas, que empregam 1,3 milhões de pessoas. No país existem ainda 15 mil cooperativas não filiadas, com 90 mil cooperados e 100 mil empregados, que faturam € 1,5 bilhão por ano. Curiosamente, a maioria das cooperativas na Itália é do Ramo Habitacional que concentra 15 mil empreendimentos cooperativos. As cooperativas agropecuárias somam 8 mil e as de trabalho, 6 mil.

PARTICIPANTES – Adriano Trentin Fassini (AM), Aramis Moutinho Júnior (SP), Carlos André Santos de Oliveira (ES), Cleonice Pereira Pedrosa (PE), Dalva Aparecida Garcia Caramalac (MS), Emerson Costa Gomes (AC), Geci Pungan (SC), Jorge Eduardo Lobo de Souza (RJ), José Alberto Batista dos Santos (BA), José Aparecido dos Santos (CE), José Roberto Ricken (PR), Juarez Pereira de Oliveira (AP), Jucélia Rodrigues do Carmo (RR), Karla Oliveira (U.N), Luiz Carlos dos Santos (PA), Márcia Túlia Pessoa de Oliveira (AL), Maria José de Andrade Leão de Oliveira (TO), Neivo Luiz Panho (SC), Nelson Luis Claro (SP), Nerinalva Alcântara Gonçalves de Azevedo (MA), Norberto Tomasini (RS), Pedro José de Albuquerque Almeida (PB), Pollyanne Paz Lima (PI), Remy Gorga Neto (DF), Renato Nobile (U.N), Rogério Cavalcante Alcântara de Oliveira (AP), Sônia Maria Sousa Rocha (RN), Uiliame da Silva Ramos (RO), Valéria Mendes da Silva (GO), Verônica Maria de Carvalho Brito (SE) e Walmir Rocha Lima (SE).

Fonte: Brasil Cooperativo